Blogalizando
   Do meu manual prático de como ser inteligente hoje em dia...

Segundo Passo

- Mesmo que aquele texto que você acabou de escrever seja o mais maravilhoso que você já fez e que seus amigos digam que ele é REALMENTE maravilhoso, diga que é uma bosta, que é um dos piores e mais simples que você já escreveu e que poderia fazer um muito melhor se estivesse inspirado!

"Fidel e Pinochet tiram sarro de você que não faz nada!"

"How are you today Star ?"
Keep on Shinning !!!



 Escrito por Sandman às 22h53
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   Pequeno Tratado de Levianos Fatos do Cotidiano

Cap. II - Do porque as mulheres escolhem os canalhas

Eu não faço a mínima idéia do porque disso; elas não devem gostar de ser felizes, ou a felicidade pra elas é isso...



 Escrito por Sandman às 17h07
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   Do meu manual prático de como ser inteligente hoje em dia...

Primeiro Passo:

- Mesmo que você ache aquele filme que assistiu ontem à noite o melhor filme de todos os tempos, diga para todos que ele é uma bosta, uma medíocre refilmagem de algum clássico do cinema cult/underground europeu!



 Escrito por Sandman às 17h24
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   Ainda Dhanyel Michellot (um alguém com muitos nomes)...

Como ele mesmo diz: "existem pessoas que não precisam de amigos, precisam de platéia!"

"Manifesto II : Guia para minimizar a reação dos seus problemas na vida dos seus amigos.

1. Não seja estúpido, amigos a gente escolhe, e troca quando precisa descobrir o que é amizade, ou eles trocam a gente quando nós precisamos aprender que somos, irremediavelmente, imbecis.
2. Nenhuma amizade verdadeira sobrevive à dependência afetiva, carência emocional ou imposições sentimentais egoístas.
3. Amigos são indivíduos, não partes de nós que precisam ser melhoradas.
4. A amizade nasce da confiança, carinho e afeto entre as pessoas, as conveniências de determinados relacionamentos não são amizades por isso não as considere como total, você se machuca e machuca os outros.
5. Seja educado, ninguém é obrigado a nada. Mesmo a mais fiel das relações tem limites que não devem ser cruzados.
6. Se você quer ser compreendido, compreenda primeiro. Se você quer ajuda, ajude antes. Se você se acha sozinho e infeliz, se encontre primeiro, não busque você em outras pessoas.
7. Aprenda; ninguém dá valor àquilo que não compreende, então, faça antes de querer que façam por você. As dificuldades de determinadas coisas existem para quem tenta não para quem vive hipoteticamente.
8. Não fuja de seus problemas, seus amigos merecem a verdade, e, não fazer parte, ou, ser ator de ocasião, das suas viagens alucinadas da sua própria incapacidade de encarar a vida de frente.
9. Não dissemine o que há de podre em você, amigos de verdade sabem pedir partes da sua carga para dividir o peso com você. Se ninguém faz isso por você, você não tem amigos.
10. Destine suas reflexões a você, sua compreensão aos outros. Se você passa mais tempo em paranóia buscando defeitos e pensando "no-que-os-outros-fazem-comigo" ao invés de se ater em como você tem sido com outros, você é egocêntrico e hipócrita.
11. As pessoas não merecem carregar o estigma de serem suas amigas se você não é amiga delas, tenham vergonha e procure pessoas que possam ser fiéis a você e não convenientes ao teatrinho encantado da sua vida.
12. Os humanos são falhos, os amigos são humanos, os amigos são falhos. Falhas não merecem pedras, humanos merecem amor. Mãos que carregam pedras seguram um coração que não carrega amor.
13. Seja firme em seus propósitos, você não é justo quando seus amigos não sabem quem você é, ou pensam que você é outra pessoa.
14. A sua maior idiotice nasce quando você acha que a sua esperteza aliada à confiança que depositam em você é suficiente para que você faça o que quiser.
15. Os amigos compreendem infinitamente, mas você precisa permitir que eles não precisem compreender mais, nem compreender ainda.
16. Faça o que fizer, tenha em mente que ações geram reações. Fazendo, você abre precedente para que façam o mesmo com, contra, para você!
17. Amigos são mais do que presentes de aniversários e cartões de natal, não os substitua por telefonemas e e-mails.
18. Não seja covarde, não atinja seus amigos em momentos de fúria, as pessoas fazem isso usurpando a confiança e a cumplicidade dos relacionamentos. Pense se você teria coragem de fazer o mesmo com um estranho, se não tiver você esta sendo vicioso e nojento e baixo.
19. Não seja desprezível, se seus amigos não te agradam procure novos. Não existe um senso de justiça universal que possibilitara que todas as coisas que lhe foram feitas sejam vingadas ou reparadas. Cresça.
20. Se você acha que aqueles que te cercam só gostam de você se são platéia para o quanto você é bom, ou para o quanto você sabe, ou talvez para o quanto você precisa de atenção, GET OUT, você precisa mais da sua própria atenção, do seu amor próprio e da sua auto-estima do que de qualquer outra coisa.
21. Se você não tem auto-estima, amor próprio e consciência de você mesmo, você não serve para ter amigos, e, com certeza, você não tem amigos. Não busque suprimentos de emoções genéricas para coisas que você não carrega com você.
22. Amigos não são supermercados emocionais. Eles não tem que te dar alegria. Vender confiança ou emprestar dedicação à suas causas pessoais.
23. Amizade é uma via de duas mãos.
24. Amigos não são ilhas e amizades não são feudos. Relacionamentos não são comunistas e a intimidade não é cristã.
25. Amigos não tem bula, nem manual de instruções, seja prático, respeite sua ignorância e não subestime aqueles que você conhece. 26. Seja sincero. Fez; assuma. Errou; repare. Não conseguiu; tente novamente. Intenções sinceras são vistas nas tentativas não nos resultados.
27. Amizade é algo que se divide e não existe em modo solo, ou single. Se você se considera completo e independente, você não precisa de amigos. E eles não precisam de você.
28. Calma, seres humanos precisam de calma. Faz apenas 6 milhões de anos que passamos de algo que era nada para um organismo monocelular.
29. Amigos foram feitos pra andar do lado da gente, não abaixo, nem acima. Nem atrás, nem à frente, não foram feitos para nos carregar nem para serem carregados. Amigos são pessoas como nós e isto é qualificação suficiente.
30. Se um dia uma pessoa que foi sua amiga decidir que será sua inimiga, dê cabo da sua vida ou da dela. Amigos de verdade se conhecem, e o conhecimento é o inferno da humanidade.

Hittler e seus amigos fizeram uma guerra e criaram o genocídio. Fidel e seus
amigos tomaram uma nação. Jean-Baptiste Alure e seus amigos destruíram um
império. Jesus e seus amigos libertaram seu povo. Tome cuidado você não conhece
meus amigos."

- E sobre o "escritor autista", dois amigos me deram duas classificações para tal denominação: você não mostra seus textos (como a Mônica nos diz, "autistas não mostram brinquedos"); ou é porque você escreve autos. Duas pérolas do conhecimento.



 Escrito por Sandman às 22h13
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   Dhanyel Michellot

Esse é um poema de um "amigo" meu. O Dhanyel Michellot (High King para os conhecidos). Nos conhecemos pelas salas de bate papo da vida e mantemos contato desde então. Digo "amigo" não por falta de confiança ou conhecimento, mas sim porque às vezes ele me fala umas coisas que eu realmente desacredito. "Escritor autista" foi a última pérola, mas, no geral, eu o acho estranhamente (isso não é pejorativo) "exótico". E eu nunca usei tantas " " para definir uma pessoa.

Pedaços de Rancor (enquanto minha estrela brilha)

Me Fragiliza, o que é superficial.
Me deixa irritado, à ignorância.
Melhor que assim fosse;
A cercar-me de naturezas menores,
Intelectos medíocres.

Me irrita, o ócio em que me apanho
Às vezes me irrita.
Desesperadamente ouço a vida
Me dizendo, me mostrando
E eu não ouvindo, não vendo (consciência).

Me enoja, a fútil buscar por aceitação
Ao meu redor.
E talvez por querer um pouco disto,
Mesmo sabendo do dano, do vicio e do fim
Me vem aos dedos pedaços deste rancor.

Esquecer,preciso ignorá-las, as teorias de quem tem medo.
Das filosofias de quem é covarde,
É vazio e desprovido da medida
De tudo que lhe é importante, devo esquecê-los
Por que ao fim sobra minha irritação apenas.

Minha mente é belicosa
Carece de centro, perdeu seu parâmetro
Vaga por portos distantes
Busca algo que não irá encontrar
Aceita a busca, por que é mais fácil do voltar.

Sem juízo escrevo então;
Buscando palavras que não existem
Para revoltas que me consomem
Em busca da distância que me tornará melhor,
Mas me trará o exílio também.

Existe algo aqui dentro
Algo que é maior que eu
Uma pequena estrela, talvez
De luz radiante, mas ela me acusa e me atormenta
Por não deixá-la brilhar

Por me ater à mediocridade
Ele me condena a não dormir,
Por vagar para longe de seu calor
Decidiu me inspirar a verdade pelo nariz
Aspirar verdade dói!

Ela (eu) quer que eu tenha critério.
Que eu me livre, que seja solto novamente
Meu espírito indomável, minha vontade crepuscular
Nós queremos que esta ansiedade vá embora
Que ela nos deixe em paz.

Nós queremos paz.
Nós queremos o silencio de um dia de inverno
Para sempre
Nós queremos ser salvos, do tempo
Dos outros... E de nós mesmos.

Creditos : Os dois ultimos versos da primeira estrofe,
são uma releitura de um trecho do
De Profundis e outros escritos do cárcere,
de Oscar Wilde (1854-1912).
In Carcere et Vinculis, pag 88,períodos 21/22 e 24/25



 Escrito por Sandman às 15h12
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   Luís Fernando Veríssimo

"Dar não é fazer amor. Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido, mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria, não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto. Dar porque a vida de uma publicitária em começo de carreira é estressante e dar relaxa. Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Tem caras que você vai acabar dando, não tem jeito. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para as mais desavisadas, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazia. Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: "Que cê acha amor?". Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua. Se você for chata, suas amigas perdoam. Se você for brava, as suas amigas perdoam. Até se você for magra, as suas amigas perdoam. Experimente ser amada."

 Escrito por Sandman às 23h21
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   Sobre a qualidade deste Blogg

Não posso dizer que não estou satisfeito com o resultado de meus textos neste blogg, afinal, tenho alcançado meu objetivo com ele: amadurecer minha escrita. Antes (há um ano atrás, mais ou menos), se eu escrevesse textos do tamanho do texto de post do dia 20 eu me acharia a pessoa mais inteligente do mundo; como eu era burro, meu Deus. Eu realmente fiz este blog para amadurecer meu estilo, meu jeito de escrever, e acho que tenho conseguido. Às vezes escrevo um post enorme e quando o leio, acho-o uma merda, mas publico mesmo assim, mesmo que depois tenha de falar sobre o mesmo assunto de novo, mas escrevendo melhor, assim poderei comparar os textos e ver como eu amadureci de verdade. Pra dizer a verdade, acho que estou realmente feliz com este meu blog, espero que as poucas pessoas que o lêem também saibam ter critério e tirarem suas opiniões e conclusões (pró ou contra) o que escrevo e como eu escrevo.

Pérolas da "Analista":
- Emburrada = com o burro dentro de si
- Enfezada = com fezes no interior do corpo



 Escrito por Sandman às 23h16
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   O Réquiem Perfeito

Hoje, ao sol da tarde, um cachorro foi morto em frente à minha casa. Ele vivia uma vida cheia de alegrias e tristezas, como as nossas, mas feliz no final das contas; ele não pode mais gozar dessa vida agora. Um carro o fez suspirar e abanar seu rabo pela última vez. Acho que sua alegria em excesso o atirou à frente daquele carro, atirou seu pescoço sod a roda, quebrando-o, como se quebram gravetos na estrada. Ainda existem pessoas com coração no trânsito? Parece que o algoz desse pobre cão não era uma pessoa muito preocupada com isso. O precoce cadáver ficou ali, estirado, o dia todo; a morte parece não impressionar mais à ninguém, ela anda muito normal. Apenas crianças se aproximavam com certo receio à todo o mistério que envolve a morte, mas logo começavam as pilhérias e arruaças com o ex-invólucro mortal de um ser; vira, revira, abre a boca, chuta; a morte está perigosamente normal. Meu pai sempre me impressionou por suas atitudes benevolentes, conscientes e sentimentais; ele resolveu que deveria tirar dali o cadáver canino (mesmo porque já começava a feder). Nós pusemos o corpo num saco plástico, à vista de alguns curiosos que conversavam nas esquinas de cimento e asfalto e de mulheres que enfeitavam suas vidas em salões de beleza, para parecerem menos fúnebres. Pusemo-lo no porta malas e dirigimo-nos à um lugar um pouco distante de qualquer casa. Pegamos o canino cadáver no porta malas e o depositamos junto à mãe natureza, em seu seio, ao som de "Shine On You Crazy Diamond" do Pink Floyd, o réquiem perfeito para uma vida curta, mas muito bem vivida, em meio aos amigos, aos inimigos, às batalhas, às brincadeiras de cachorros de rua. Eu e meu pai... e o réquiem perfeito.



 Escrito por Sandman às 23h14
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   Revelação

E logo depois de escrever o post acima eu liguei a televisão (estava passando aquele filme que passa sempre com o George Clooney e com a Michele Pfeifer) e tive uma revelação. Não que eu não soubesse da verdade antes, mas vendo uma cena daquele filme eu me "deparei" com a verdade e tive de aceitá-la: eu sempre sonhei em ter uma amor de filme (como é o caso daquele amor do referido filme), mas agora sei o quanto isso é difícil e como eu devo me conformar com a possibilidade de nunca ter isso em minha vida. É uma cena que o George deixa as duas crianças para a Michele cuidar, no hall de entrada de um prédio, em frente à escada rolante, e rola um flertezinha entre os dois. Sei que a mensagem do filme é que pode existir amor sincero "à primeira vista" (mesmo que os dois não combinem, caso comum de filme "hoolywoodano"), mas ele acaba passando outra mensagem para certas pessoas, como pra mim: o amor de filme não é tão possível na vida real, por isso você deve aproveitar as chances e não deixar passar a oportunidade de ficar com uma pessoa bacana, relativamente atraente e que tenha um emprego estável. Pode parecer meio dura essa idéia, mas quantas pessoas já não tentaram dizer isso à você e você não deu ouvidos? Eu acho que descobri o que queriam dizer de verdade hoje. Sonhar com um amor tipo "Cidade dos Anjos", "Amor Alér da Vida" e outros é muito lindo, são filmes adoráveis pra se assitir, mas não acontece na vida real (e não adianta vir com a famosa idéia do "você diz que não acontece, vai ver só quando acontecer com você", que não cola). Vou explicar porque enxergo as coisas assim agora. Uma mulher de mais de 28 anos, com um bom emprego, até atrante, mas que tem o dom de atrair idiotas conhece um cara de mais de 28 também, também com um emprego respeitável, "bonitinho" (feio arrumadinho) e que tenha mais ou menos os mesmo interesses que ela; ela não vive um amor há anos, talvez nunca tenha vivido, a situação a faz querer aquele homem para um possível casamento estável e seguro (toda mulher busca isso instintivamente). Inverta a situação e a verdade continuará a mesma. Acho que agora enxergo isso como uma verdade, não estou nada feliz com isso, ainda continuo acreditando fielmente no amor (falarei disso em outro post), mas sei o quanto ele é difícil de ser alcançado e que talvez não tenhamos toda a vida para achá-lo.



 Escrito por Sandman às 01h46
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   Síndrome de Fim de Ano

Caros amigos/leitores do meu blog tão pouco visitado, quando vai chegando o final do ano vocês não tem uma sensação estranha de ausência, de vazio? Uma sensação que eu chamo de "síndrome de final de ano". Quando os últimos meses do ano vão chegando, começo a ter essas estranhas sensações. A primeira delas é a clássica sensação de solidão. Com o natal chegando, vem as reuniões familiares e viagens à terra natal; quando se está no meio de tanta gente você acaba sentindo uma certa solidão, pois, logo após à época natalina, as reuniões serão defeitas e (ainda mais em meu caso que não tenho namorada) a sensação de solidão virá arrasadora; mas ela já começou. A segunda sensação que me assola é a do vazio profundo. Essa sensação deriva-se das eternas propostas de ano novo. Toda passagem de ano, as pessoas fazem promessas para o ano novo, mas (de novo usarei a mim como exemplo) sempre sinto que deixei de completar as do ano anterior, não posso prometer nada e isso causa um imenso vazio em mim, uma falta de esperanças, de sonhos; isso também já começou. A terceira é a pior, pois nos faz querer desistir de várias coisas na vida, é a maldita sensação de que tudo na nossa vida está realmente muito chato. É uma sensação perigosa pois, se a levarmos tão à sério (e tivermos inclinações à problemas psicológicos graves), podemos criar cada um seu mundinho particular numa busca insensata de resolver essa sensação. Explico: quando esse marasmo nos pega, você começa a pensar na sua vida futura, faculdade (ou não), casa, filhos, contas, brigas, nada parece ser interessante à ponto de você dedicar anos de sua vida à isso; "tudo por finais de semana de diversão?", você pensa, mas nem essa "diversão" pensada te interessa, pois, mesmo hoje, nada do que diz que gosta te satisfaz completamente. É, realmente, um sensação perigosa à meu ver. Uma das características marcantes da síndrome (e um agravante das outras) é a taxa de amor em nossos corações, que cresce demasiadamente. É a época do ano que é bastante propícia à esse crescimento e, quando ele acontece, todas as sensações ficam infinitamente maiores até do que são. Você (se tiver o mínimo de sensibilidade possível) começa a questionar o porque da injustiça, da fome, da guerra, mas já não questiona racionalmente, você chora e se pergunta "por quê, meu Deus?" e chora mais ainda (isso todos sabemos que não resolve nada). Você olha seus amigos felizes com suas famílias, namoradas(dos) e vida profissional e se pergunta "por quê eu não posso ter isso também?"; aí vem a inveja, o sentimento mais deprimente do ser humano. Graças à Deus eu percebi cedo em minha vida que eu tinha essa horrível "síndrome de fim de ano" e estou aprendendo à lidar com os sentimentos descritos da melhor forma possível. Acho que consegui eliminar completamente a inveja e todas as noites chorando e me perguntando o "por quê?" das coisas (o que já é uma evolução), mas descobri também que as sensações de solidão e marasmo pioraram... É, ainda vai demorar algum tempo pra conseguir eliminá-las completamente de minha vida (se é que isso é possível). Talvez minha vida mude completamente daqui à dez segundos ou daqui à dez anos e eu, finalmente, saiba o que é ser completamente feliz, por enquanto, fico sendo um ser humano normal mesmo.

P.S.: O filme "Animal" tem uma das histórias de amor mais incomuns e mais bonitas que Hoolywood já produziu!!!



 Escrito por Sandman às 23h31
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   MAS QUE PORRA É ESSA INGLESES?

MAS QUE PORRA É ESSA AGORA? COMO ASSIM: VEM UM JORNAL (REVISTA, FODA-SE O QUE É) INGLÊS ME FALANDO "AS VERDADES" SOBRE O RIO DE JANEIRO E SOBRE O BRASIL? QUEM DISSE QUE ELES SÃO A MERDA DOS DONOS DA PORRA DA VERDADE? QUER DIZER ENTÃO QUE FOI NO RIO DE JANEIRO QUE FORAM INVENTADAS AS MERDAS DAS DROGAS NÉ? LÁ NA INGLATERRA, QUE É O MUNDO DOS SONHOS, NÃO TEM NADA, NENHUMA DROGA E TAMBÉM, NÃO ESQUEÇAMOS DESSE PONTO, NENHUMA FORMA DE VIOLÊNCIA. SÓ PODE SER SACANAGEM DE ALGUNS PEDERASTAS QUE SE ACHAM ELEGANTES DEMAIS PARA ENXERGAR O CARALHO DA VERDADE: VIOLÊNCIA E DROGAS EXISTEM EM TODA MERDA DE LUGAR DO MUNDO E ESCONDER BEM SUAS BOCAS DE FUMO DO RESTO NÃO QUER DIZER QUE OS DROGADOS DAQUI SEJAM MAIS "CHAPADOS" QUE OS FDP'S DOS DORGADOS DAÍ DA INGLATERRA. POR FAVOR, SENHORES INGLESES FILHOS DE UM BANDO DE DESCONHECIDAS, CUIDEM DAS SUAS VIDINHA MEDÍOCRES DE CRÍTICOS DESINFORMADOS E DEIXEM OS NOSSOS PROBLEMAS EM PAZ, VIR AQUI PARA PROPOR MÉTODOS SOCIAIS EFICIENTES E REALIZAR BOAS AÇÕES VOCÊS NÃO ACHAM NECESSÁRIO, NÃO É? MORRAM, PELO AMOR DE DEUS!!!!!!

 Escrito por Sandman às 19h44
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   Destino!!!

Eu havia escrito, há alguns minutos atrás, um texto enorme sobre o cenário musical no Brasil e sobre as bandas terem causas ou ideologias e as manterem mesmo após o sucesso; mas meu computador decidiu que era melhor não publicá-lo, pois travou de todas as maneiras possíveis até que eu cedesse e reiniciasse e perdesse o texto todo sem poder copiá-lo... bem, isso é o que meu primo Matheus chamaria de "destino", só cabe a mim aceitá-lo, talvez aquele texto não estivesse tão bom mesmo...

 Escrito por Sandman às 03h18
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Existem tantos espaços dentro de mim;

espaços que não podem ser preenchidos.

É uma sensação universal estranha;

nada pode ocupar esses lugares vazios.

Eu me pergunto o que isso quer dizer,

mas nunca encontro respostas,

pois, as respostas, estão perdidas nesse vazio inalcançável...



 Escrito por Sandman às 20h00
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   "Ken Park"

Dias atrás, um amigo meu chegou pra mim no ônibus que nós vamos para o cursinho e me disse:
"Puta merda, hoje eu assisti um filme que chama Ken Park. É pornô o filme"
"Porra Bill, alugando filme pornô lá na locadora agora, é?"
"Mas não é pornô, tá na prateleira dos lançamentos, fala sobre droga, skate e tal, mas é pornô o filme."
Eu, já sabendo o quanto o Bill é exagerado, nem dei muita atenção pro que ele falou na hora, "pornô pra ele deve ser porque tem uma ou duas cenas de sexo"; eu estava enganado. Não dei atenção naquela hora, mas o título do filme ficou gravado na minha memória (também pelo fato de ter a ver com skate) e, hoje, resolvi alugá-lo. Acabo de terminar de assisti-lo e confesso que estou boquiaberto. Quando olhei para a caixa da fita, ainda na locadora, vi o nome do diretor e tive uma agradável surpresa, é Larry Clark, o mesmo de diretor de "Kids" (clássico dos clássicos), um filme que dispensa comentários. Resolvi então alugá-lo e tirar minhas próprias conclusões sobre ele. Ao alugar o filme, eu achava que sabia o que esperar (afinal, depois de "Kids", Larry não poderia sair mais do "comum" do que aquilo); como eu estava enganado outra vez. Em "Ken Park", Larry Clark supera toda e qualquer expectativa de alguém que já assistiu à outros filmes seus. Com toda certeza do mundo é um ÓTIMO filme e, com certeza também, o filme mais realista que pode existir. Os dramas familiares, os problemas psicológicosos, os distúrbios sexuais e o sexo em si são abordados de forma totalmente clara e franca, deixando o espectador aterrorizado diante de tantas imagens e palavras chocantes. Faz todos terem pena (e nojo ao mesmo tempo) da juventude norte-americana. Drogas, sexo, família, violência, religião, não poderiam haver meios mais "limpos" (pode parecer uma contradição, mas é outro sentido de limpo) de se se abordar esses assuntos. Larry usa palavras e imagens sem nenhum pudor, sem nenhuma forma de censura ou auto-censura. Infelizmente, o que torna o filme tão "verdadeiro" torna-o, ao mesmo tempo, um pouco (não consegui achar palavra melhor para dizer isso, portanto) "exagerado". Existem cenas, principalmente de sexo, que poderiam ser dispensadas, mas aí eu me pergunto: "o filme causaria a mesma impressão se fossem deletadas tais cenas?". E a resposta é uma incógnita. "Ken Park" acaba de entrar para a galeria dos poucos filmes que abordam temas que assustam os espectadores pela franqueza, sem sombra de dúvida. Juntamente com "Aos Treze" (que, sinceramente, eu gostei mais do que de "Ken Park") e, o melhor de todos, "Kids" (uma obra prima desse estilo), "Ken Park" toca-nos em pontos que nos fazem querer mudar de canal, mas nunca conseguir fazer isso!!!

 Escrito por Sandman às 23h29
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BRASIL, Sul, LONDRINA, CENTRO, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Música, Viver


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