Blogalizando
   "Desabafo de um pretenso escritor falido"

E eu ainda morro um pouco. Cada dia descubro coisas novas, coisas que me abalam, que me lembram que eu aindo vivo a vida. A internet mudou meus amigos; ou foi a mim? Procuro agora o que restou deles nas entrelinhas de suas palavras; mas acho que digo isso porque certas atitudes deles afetam meus interesses. Mas eu "quero ser feliz ao menos", acho que ainda tenho o que aprender sobre viver. Das companheiros de ontem lembro-me, mas não reconheço os monstros de hoje. A vida mudou à todos, afinal. E eu ainda sei quem sou? Não sei, não sei se sei; às penso penso em quem sou e em quem deveria/poderia ser. Aos poucos vou percebendo os vestígios da minha vida de antes, e recolho-os, sou apegado demais ao passado, mas eles se defazem rápido, nada é para sempre. É preciso amar muito pra deixar de acreditar no amor e ainda os amo como antes; é preciso caos para compor uma música, é preciso saber ordenar o caos... Não quero ser mais platéia, só ser feliz, não quero que isto seja considerado um "desabafo de um pretenso escritor falido", apenas quero que seja o caos; quem sabe um dia eu aprenda a ordená-lo. Prazer, meu nome é Diego e você não conhece meus amigos como eu!

 Escrito por Sandman às 22h13
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   O texto que você me escreveu

"Ilusão minha pensar que você gosta de mim?
Talvez não tanto quanto eu de você,
mas é claro, eu sempre digo que gosto mais mesmo.

Se você gastou tempo pra me escrever isso,
porque não me beija na boca agora?
Seria legal... principalmente pra mim.

Atentado ao pudor do amor,
mas existe amor ao sul do equador?
Sim, nas aulas de história ele existe.

Minha jaqueta? Sim, empresto, o frio tá foda,
mas me devolva na saída, nem eu nem ela somos seus.

Não me confunda com seu namorado,
pra mim, sou a pessoa perfeita pra você,
ele é só um empecilho à minha carteira
que quer chegar mais perto da sua."



 Escrito por Sandman às 22h28
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   Aquele que eu descubro que tenho rivais e que escrevo um poeminha sobre amizade

Li uma coisa num blog ontem que me deixou um tanto perturbado. Uma pessoa vem pra cá, pra minha cidade, e acha que é uma pessoa melhor que todas as outras. Sabe aquele tipo que critica, mas nunca aponta uma sugestão razoável? Pois é, desse tipo. Acho bem legal uma pessoa parar de tomar Coca-Cola ou de assistir a Globo pois ela tem um ideologia e com essas atitudes ele vai estar contrariando suas crenças, mas simplesmente parar por parar e chamar todos na TV de "controladores da mente humana" é muita babaquice pra um sujeito mediano só. A TV controla a mente daqueles que são suscetíveis ao controle, se não for ela, a TV, será outro meio de comunicação ou outras pessoas a qualquer hora que dominarão a referida mente fraca. Não se sinta melhor, pessoa de quem eu estou falando, só porque se acha melhor, busque ser melhor, ou então cale-se!

E agora, um poeminha bobo sobre amizade:

"Fosse o tempo doce,
doce como quando estamos perto,
seria o mundo de um azul mais claro,
e a vida de um branco eterno;
pura seria a brisa
e de primavera viveríamos para sempre.
Letras, apenas letras, só letras,
mas que me fazem melhor,
me fazem ser alguém que vale a pena.
Onde tudo termina? Não sei,
por enquanto,
vivo-nos, vivo o presente
e que ele nunca se finde"



 Escrito por Sandman às 21h23
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   Ser apenas sendo

"Espírito vazio... espírito vazio...
Um poema gutural, não importa,
que seja qualquer letra, qualquer frase...
qualquer som.

Construção;
não veja as paredes,
seja os tijolos; chama-me no vento.

Vida, tribo, globo, esporro.

E essa ira santa?
Quem toca a ferida?

O processo é lento,
a qualidade duvidosa,
não garanto resultados,
apenas trago-lhes à vida.

Tiro na cabeça ou na mente?
Mais mortal é o segundo."

Diego Filipe Araujo Alcântara



 Escrito por Sandman às 22h30
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   Escolar

1ª dia: Oi. Tudo e você? Legal. Diego e o seu? Camanducaia. É? Já foi mesmo? Legal, mas nunca te vi lá não.
2º dia: Eu? Eu quero psicologia... e você?
3º dia: Que nada, lá na minha cidade é ruim sair, sempre as mesmas caras, enjoa.
4º dia: E aí (apelido), beleza? Beleza. Já fez as inscrições já? Eu fiz em duas por enquanto, onde nós estudaremos juntos? *rs*
5º dia: Sim, eu sei, imagina se fossem dois então, desastre ao quadrado. Hahaha. E o namoro, como vai? Que chato, mas não voltam mais mesmo?
6º dia: - "Pô, Diego! Cê não vai parar de falar hoje mesmo? Tá atrapalhando a aula" - Desculpa professor, mas, por favor, deixe eu me apaixonar.
7º dia: Tá bom, eu afasto, é melhor mesmo, senão ele vai xingar de novo.
8º dia: Parar de vir à aula? Mas só por que você passou em um vestibular? Não vai mais fazer os outros?
Último dia: Já é hoje seu último dia? Mas passou tão rápido. Gostei muito de te conhecer. Não, imagina, eu é que gostei mais. Claro, claro que a gente vai se encontrar por aí, quem sabe a gente não estude naquela faculdade lá juntos. Como assim seu campus é longe?
O dia seguinte: ... ; ... ; ... ; - "Por que ce tá quieto hoje, Diego?" -

 Escrito por Sandman às 22h10
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   Das horas que ser inteligente de nada vale

Existem pessoas que admiramos por suas qualidades, por seus ideias e pela maneira como elas lutam por eles. Existem horas que ficamos fascinados com nós mesmos e não precisamos impressionar ninguém, mesmo assim, quando me transformo em alguém que merece o desprezo das pessoas citadas, fico imensamente triste. Não sou o ser humano perfeito, quero sê-lo, admito, mas ainda não sou, mas às vezes descubro que meus defeitos se comportam de maneira complatamente inversa à que tento mantê-los... eles se sobressaem às qualidades. A mudança que eu considerava concreta em mim ainda encontra resistências internas. Tenho plena consciência de que não preciso ser o "bonzinho" 24 hrs por dia, mas... este post está ficando uma merda, não consigo dizer o que estou sentindo, encerro ele aqui. E tomara que essa onda de posts pessimistas termine com esse...


 Escrito por Sandman às 23h33
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   Às vezes sonho demais; sonho com outras pessoas, sonho comigo sendo outras pessoas; às vezes tenho medo de não parar mais de sonhar. A loucura seria uma ótima forma de escapar de tudo, mas que covarde seria eu se assim quisesse as coisas. Fiquei sentado a tarde toda, deveria ter estudado, mas a Física não me pareceu tão atraente quanto meus sonhos de paixão, meus sonhos de ser feliz; eles sempre são agradáveis e eu sempre pusilânime. Ah! Oxalá meu talento viesse me salvar de tudo isto (ele está cá dentro, eu sei, não é possível que eu sinta tudo e tanto à toa) e me levasse à outras paregens, mais verdes, mais felizes, onde há mais primavera, mas ele continua preso em mim, fazendo com que meu violão e minha pena permaneçam dormentes, nem poesias eu escrevo mais; se eu não posso ser feliz, que eu possa advertir as pessoas os percalços de se ser sensível (será que isso faria algum bem?). E agora mais essa: estou passando por uma fasesinha adolescente de querer achar um por quê para os sentimentos e encontrar meu lugar no mundo (nosso lugar não é sempre onde a gente está?); "pouser", como diria alguém que conheço; isso é deprimente.

 Escrito por Sandman às 23h28
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   Sobre mim...

Quem disse que eu mereço ser feliz? Ninguém, e eu deveria saber disso. Mas insisto em ignorar esse fato. Eu ainda ouço músicas românticas como eles fossem feitas para mim, mas não são, nunca são; elas são feitas pra quem viveu o amor cantado, pra quem sabe como é perder alguém que se gosta. Eu não sei, eu nunca sei. Mais uma vez pensei que a felicidade se aproximava de mim, mas não sei quem estragou tudo dessa vez, eu, ou o destino. Como era doce, no começo da noite pensar que estava apaixonado e era correspondido... como é difícil enfrentar o final da festa. Não me restam opções, a não ser dizer palavras cheias de sentimentos ao vento no caminho de casa. Me enganar mais uma vez, estragar tudo sendo eu mesmo. Como é fácil chorar bêbado. Como é fácil se arrepender de uma noite vazia... mas todas as noites não são vazias? As minhas sim. É bom escrever sem precisar provar nada, sem precisar ser inteligente, apenas "ser"... E eu queria poder ser o tempo todo, apenas eu, e cativar, quem não quer ser amado? Tenho vergonha dessa lágrima que rola por meu rosto, eu poderia ter feito ela não rolar, mas ela está aqui, me fazendo companhia numa noite que nada mais me resta. Escrever, sem ordem, sem preconceitos, amanhã me envergonharei deste texto, mas me orgulharei de minha atitude... eu apenas escrevi, e chorei, como há muito não chorava... eu apenas chorei e as lágrimas viraram letras. Como diz um amigo meu, estou triste agora por não poder estar ouvindo teu sorriso, por ter dito coisas que me arrependi, por ter sido só mais um... me perdoe mundo, eu fui só mais um. Agora as lágrimas secaram. Eu só queria ter a oportunidade de renunciar à tudo por uma amor... só isso, nada mais...

 Escrito por Sandman às 03h21
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BRASIL, Sul, LONDRINA, CENTRO, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Música, Viver


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