Blogalizando
  

Dom Quixote
(Engenheiros do Hawaii)

"Muito prazer,
meu nome é otário
Vindo de outros tempos
mas sempre no horário
Peixe fora d’água,
borboletas no aquário

Muito prazer,
meu nome é otário
Na ponta dos cascos
e fora do páreo
Puro sangue puxando carroça

Um prazer cada vez mais raro
Aerodinâmica num tanque de guerra
Vaidades que a terra
um dia há de comer

Às de espadas fora do baralho
Grandes negócios,
pequeno empresário
Muito prazer
me chamam de otário

Por amor às causas perdidas
Tudo bem...até pode ser
Que os dragões sejam
moinhos de vento
Tudo bem...seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

Tudo bem...até pode ser
Que os dragões sejam
moinhos de vento
Muito prazer… ao seu dispor
Se for por amor
às causas perdidas
Por amor às causas perdidas"

A música brasileira ainda tem salvação!!!



 Escrito por Sandman às 02h12
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Chaves

"Ontem eu andava pela rua
(as ruas parecem tão diferentes de mim)
e tropecei... quando me levantei,
percebi que estava sem as chaves de mim mesmo.

Eu as procurei, e ainda agora procuro,
e pensei que achei, mas eram as do sujeito ao lado:
"Ó meu jovem, obrigado, há anos vinha as procurando".

Acho que vou pro céu mesmo assim.

Aceitação, afetação, sem noção...
talvez o que me falte seja parar de contemplar o mar...
"você precisa ser a rede".

Mas a verdade sobre mim tem dono?

"Esse jovem perdeu as chaves de casa, se alguém as achar,
deixe-nas aqui na rádio, ele está pedindo por favor."

Tomara que elas venham com cheiro de mulher.

Não é que eu não me aceite como eu sou,
só tenho problemas com a forma como os outras pessoas acham que sou.

Ontem eu perdi as chaves de mim,
quem achar, favor adentrar,
roubar tudo o que tenho aqui dentro
e deixar um espaço vazio para novos móveis entrarem."

Diego Filipe Araujo Alcântara



 Escrito por Sandman às 01h51
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"Cruzeiros, carros, até a Ursa, a maior e a menor, a cabeleira da Berenice, a Lira, a Balança, o Cão... quanta bobagem descobriram no céu esses astrônomos birutas! Eu, de ignorante, quando olho o céu, não vejo nada disso. Apenas vou traçando seu nome com as estrelas."

Mário Quintana - O Caderno H

Esse sou eu ultimamente, eu acho...



 Escrito por Sandman às 22h36
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Devaneio

Me pergunte o porquê
E eu digo que te amo
Por favor, me agrade
Me ame
Quer saber um segredo?
Meu bem é você
Garota
Gosto de mel
Abrace-me forte
Eu quero ser seu
Por todos os dias
Chamo seu nome
Pareço mais um bobo
Tudo o que você precisa é amor
Todo o meu amor
Socorro
Estou caindo
Não me deixe cair
Segure minha mão
Sou feliz dançando com você
Você realmente me conquistou
Hoje e para sempre
Tudo o que me resta fazer
Na minha vida
É gritar
Que eu preciso de você

Fernando De Luca
Botucatu - SP



 Escrito por Sandman às 23h44
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O Último Romance
(Los Hermanos)

"Eu encontrei-a
quando não quis
mais procurar
o meu amor
 
E quanto levou
foi pr'eu merecer
antes um mês
e eu ja não sei...
 
E até quem me vê
lendo o jornal
na fila do pão
sabe que eu te encontrei

E ninguém dirá
que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor
a gente é que sabe, pequena...
(ahhh vaaai)
 
Me diz o que é o sufoco
que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia
eu levo essa casa numa sacola!

Eu encontrei-a
e quis duvidar
tanto clichê
deve não ser
Você me falou
pr'eu não me não me preocupar               
ter fé e ver
coragem no amor

E só de te ver
eu penso em trocar
a minha TV
num jeito de te levar
a qualquer lugar
que você queira
e ir onde o vento for
que pra nós dois
sair de casa ja é se aventurar

(ahhhhhhh vaaaai)
 
Me diz o que é sossego
que eu te mostro alguém
a fim de te acompanhar
E se o tempo for te levar
eu sigo essa hora
e pego carona...
Pra te acompanhar!"



 Escrito por Sandman às 18h22
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É Natal, eu estou em casa ouvindo música, emocionado com um não sei o que de coisas... O que sinto não é bom nem é ruim, eu estou aqui, eu sou, isso já me basta pra viver...

Madrugada

"Tomara que hoje o sol não nasça,
eu não gosto da manhã,
eu tenho medo de um novo dia.

Sem o sol eu posso viver,
mas o que faço sem você?

Não sei no que acreditar,
não tenho uma maneira certa de pensar,
nem sei mais o que cantar,
só sei quem não sou e o que não quero.

Vivo conflitos que são só meus,
(atualmente estou muito eu)
mesmo assim alguns poucos ainda me amam;
será que os tenho amado o suficiente?

Adoro seu sorriso, mas, estranhamente,
a imagem que guardo é de você indo embora.

Você já foi embora duas vezes.

Quando você vai ficar sentada aqui comigo?"

Diego Filipe Araujo Alcântara

O celular é a pior invenção do homem: ele nos faz esperar impacientes a ligação que nunca chega!

P.S.: Feliz Natal!!!



 Escrito por Sandman às 22h39
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Chuva

"Um dia chuvoso,
nada de novo, aqui sempre chove,
o que me derrete é a saudade.

Eu me lembro do teu cheiro tão gostoso.

Hoje não vou te ver de novo,
nada de novo, eu sempre estou sozinho,
o que me mata é que poderia estar contigo.

E teu sorriso é tão lindo.

Perdoe-me o mau jeito,
não sei lidar com a felicidade ainda;
mas aprendo se você quiser tentar me ensinar.

Se ele tentar voltar,
se ele fizer um discurso emocionante,
ligue-me na mesma hora,
eu faço um mais emocionante ainda.

Eu não posso dizer que não o entendo,
ficar sem você é tão difícil.

Eu tenho uma música pra gente,
você quer ouvir comigo?"

Diego Filipe Araujo Alcântara

Desse eu gostei!!!



 Escrito por Sandman às 23h04
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   Três poemas de viagem sobre esperança: "Terceiro Poema"

Pétala

Mesmo que eu não queira
sentir tua ausência
esse sentimento me queima.

Você é o mais próximo da felicidade
que eu consegui chegar até hoje;
você é minha maneira de olhar o mundo com esperança,
você é a esperança que nasce em mim.

Nem a chuva fria na janela,
nem a música mais triste,
nem uma decepção comigo mesmo
me fazem esquecer que o mundo vale a pena,
que você existe e existe pra mim.

Não sei do futuro,
o que é o futuro?
Vivo, como nunca, o agora;
sinto a dor do agora,
mas sinto você agora.

Você consegue me ouvir te sussurrando agora?

Pela primeira vez não desejo te esquecer.

Se eu tivesse cem rosas,
da mais frágil eu arrancaria um pétala
e a plantaria em meu coração;
essa pétala é você;
frágil, mas um sinal para que eu tenha esperança.

Você me ligou numa noite chuvosa e triste
e me valeu por todo o dia.

Eu, agora, sinto o mundo, você fez isso por mim,
como posso ser triste?
Me sinto abençoado.

Diego Filipe Araujo Alcântara

E qual não é a mágica que os quartos do hotel exercem sobre nós? Espero que, quando o primeiro raio de sol cortar a janela e me beijar, eu sinta tudo como sinto agora. A esperança renasce a cada letra, a cada dia. Um final real para um história ainda triste, é o que espero que isso seja.

Dedicatória Final: Àquele garoto que ignorou a tristeza podre que me afligia, me tratou como um velho conhecido me trazendo de volta ao que é real e o que tem valor, o meu sincero "obrigado!"; seja feliz, seja triste, seja poeta, seja o que for, todos temos esse direito!



 Escrito por Sandman às 23h42
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   Três Poemas de viagem sobre esperança: "Segundo Poema"

Pra Quando Você Vier

Por que escrever
se tudo o que escrevo dói?
Se tudo o que escrevo chora?

Escrevo porque,
se isso dói escrito,
imagine aqui dentro,
sendo sentido.

Escrevo para dividir minha dor,
egoísta, eu sei,
mas estou longe de ser perfeito,
de querer sofrer calado.

Quando choro, quero que chorem comigo.

Escrevo porque,
quando sinto algo,
sinto tanto que quase explodo.

Escrevo porque preciso de colo e ombro amigo.

Escrevo porque, se não escrevesse,
nada me restaria fazer numa hora como essa.

Diego Filipe Araujo Alcântara

Nota:
O título é uma citação do livro "Nove Noites" de Bernardo Carvalho.

 Escrito por Sandman às 22h49
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   Três poemas de viagem sobre esperança: "Primeiro Poema"

Esperança

A pior luta
a que nos cansa,
que nos faz perder totalmente o ímpeto,
é a luta contra nós mesmos.

Nada pior do que ter de se convencer
que a luta ainda vale a pena,
mesmo depois de uma derrota vergonhosa;

Quando se perde sozinho é pior.

Sua mente cansada,
seu corpo implorando pela desistência,
mas sua consciência,
a que seus pais lhe deram,
pedindo que você continue, dizendo-lhe que ainda há chances.

A esperança machuca tanto quanto a primeira derrota.

Não sei se é benção ou maldição,
mas minha consciência sempre prevalece;
sempre e essa flor de esperança
ainda cresce no meio opaco de minha alma.

Diego Filipe Araujo Alcântara

Dedicatória: Dedicado àquela que, mesmo longe (e bem longe, literalmente), rega essa flor triste que insiste em viver. Mesmo que seu nome não povoe as linhas desse poema, sua imagem está clara em minha mente todo o tempo. Seu poema está aqui dentro, é uma das pétalas dessa flor divina.



 Escrito por Sandman às 22h23
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Iris
(Goo Goo Dolls)

"And I'd give up forever to touch you
Cause I know that you feel me somehow
You're the closest to heaven that I'll ever be
And I don't want to go home right now
And all I can taste is this moment
And all I can breathe is your life
Cause sooner or later it's over
I just don't want to miss you tonight
And I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
And you can't fight the tears that ain't coming
Or the moment of truth in your lies
When everything feels like the movies
Yeah you bleed just to know you're alive
And I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
I don't want the world to see me
Cause I don't think that they'd understand
When everything's made to be broken
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am
I just want you to know who I am"

Eu sempre fico bobinho quando assisto "Cidade dos Anjos".



 Escrito por Sandman às 22h23
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   Beijo, beijo

"Beijo, beijo, beijo.
Leve, tímido encostar de lábios que se procuram,
mas que se negaram por tanto tempo.

Canto de boca de despedida,
beijo de boa sorte,
beijo pra nos encontrarmos logo.

A vergonha gostosa do momento,
o nervosismo de querer ver de novo,
mesmo depois de tão pouco tempo de adeus.

E ontem eu queria apenas o cheiro.

Agora não me contenho,
quero o próximo beijo,
a cadeira está pequena, o quarto abafado,
quando chegará nosso próximo encontro?

Pense em mim, pense em nós, nós podemos ser felizes.

Parece estranho, mas o céu estava tão mais azul hoje à tarde."

Diego Filipe Araujo Alcântara



 Escrito por Sandman às 22h32
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BRASIL, Sul, LONDRINA, CENTRO, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Música, Viver


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