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"As Mulheres da Minha Vida"
Capítulo Final (mas que nunca acaba): Todas as Mulheres e Eu
É, quando comecei essa série eu tinha um monte de idéias diferentes na mente sobre o que escrever sobre todas as mulheres que já povoaram minha curta estrada ("essa infinita highway"), mas com o tempo essas mesmas idéias foram se perdendo e hoje elas voltaram pra onde sempre estiveram: minha alma.
Mas bem, o que fica dessa série é o fato de eu estar realmente consciente o quanto todas essas mulheres foram importantes pra mim e o quanto eu sinto e amo pela força que elas me ensinaram a ter, algumas de propósito, a maioria um aprendizado solo, mas sempre um aprendizado. Dores e alegrias (tenho que confessar que na maioria das vezes dor, mas paciência) que me fizeram um pouco diferente a cada segundo perto de alguma delas... ou apenas pensando nelas todas. As piores dores a cada dor nova, mas não é sempre assim? A dor que sentirei amanhã será a pior que já senti em toda a vida e as alegrias, bem, não sei, que venham para que eu descubra.
Se eu tivesse que dar um conselho às pessoas que lêem (homens), eu diria que prestem mais atenção as mulheres, sejam quais forem, que cruzam seu caminho, cada uma delas tem um "quê" que nos falta desde que nascemos, um "quê" que é intransferível, mas que pode ser percebido e entendido... as mulheres não são complicadas, ninguém é, pois todos somos poços de sentimentos, percebam e entendam os delas pra entenderem os seus.
Para as mulheres eu diria que elas devem se esforçar, sim, para serem o que a sociedade espera delas (é assim que vivemos), mas, antes disso, devem se esforçar para serem as mulheres que elas esperam ser. Cada um é a supersaturação de si, mas nem todos tem o dom de gerar a vida, sejam os seres mais belos do universo.
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Escrito por Sandman às 22h30
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"As Mulheres da Minha Vida"
Capítulo Recente: Carina
Às vezes passamos longas épocas sem gostar de ninguém, mas um dia chega uma pessoa tão especial que você simplesmente acha que já a amava mesmo quando ainda nem a conhecia... lírico demais? talvez, mas toda carta de amor é boba, certo?
Carina: meiga, amiga, "durona" e sabia o que queria... eu cruzei com ela numa época difícil da minha vida. Todas épocas são difíceis ou nas épocas difíceis sempre aparece alguém que mdua tudo? Desde o começo gostei dela, mas eu era, ainda, uma criança, mal sabia o que era gostar direito e mal sabia o quanto ela achava que eu estava longe de tê-la.
Ela sempre demonstrou que eu não tinha chance, isso era MUITO evidente, mas quem disse que eu tinha a capacidade de perceber? Eu era tão esperançoso e bobo quanto era bom. Vivi numa esperança por dois anos inteiros, parece muito? Pois é muito pouco se você acha que está realmente apaixonado...
Se eu me apaixonei ou não, isso não interessa, naquele momento eu a achava o ser humano mais perfeito na Terra e com ela eu aprendi tudo de novo sobre "amor" e o que é (ou não é) estar realmente apaixonado e sentir seu coração vivo sem dependências. Existem pessoas que nos fazem aprender pelo amor, outras pela dor... essa era a Carina.
Escrito por Sandman às 22h42
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(Um parênteses deveras doloroso)
Estrada
"A mesma estrada, tantas vezes, e eu ainda me perco; a mesma estrada, tantas vezes, e você ainda não sabe pra onde vai.
Meus olhos fechados, ou abertos, tanto faz, se não estou beijando seus lábios.
Que aquele tenha sido nosso fim, ou um tempo apenas, mas que não seja um recomeço pra você.
Você não precisa abraçá-lo se está triste, pra isto estou aqui, só pra isso que eu existo."
Diego Filipe Araujo Alcântara
Dedicado ao já referido "Capítulo Inacabado"... com todos os sentimentos de sempre + um pouco de dor...
Escrito por Sandman às 23h10
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"As Mulheres da Minha Vida"
Capítulo sem nome: Alessandra Kersul
Um capítulo que guardo com um carinho um pouco diferente dos outros, por tudo o que ela representou pra mim numa época especial da minha vida.
Lá pelos meus 14/15 (!?) anos eu estava numa de me apaixonar por qualquer mulher que me desse atenção: foi quando apareceu a Alessandra. Uma mulher mais velha (19 anos) e que me deu atenção, sim, nos conhecemos por acaso e ela me deu atenção e eu, pra variar me apaixonei. Depois de muito pouco tempo éramos amigos, de verdade... e eu ia dormir na casa dela sempre em Pouso Alegre. No começo era uma paixão muito forte, mas todo sentimento, se não cuidado, acaba diminuindo de intensidade e quase morrendo... foi o que quase aconteceu com minha "paixonite".
Durante dois (quase três) anos, eu ia na casa dela; o amigo dela, da irmã dela, dos pais dela, dos namorados dela não, mas eu os aturava. Festas de aniversário, cinema, quebra cabeças... uma amizade quase perfeita. Ela: uma pessoa tão meiga e carinhosa quanto temperamental às vezes... meu deixava muito aflito às vezes; quem agia mal? eu ou ela? isso nunca saberei, mas nem faço questão, tem dias que as pessoas não estão bem consigo mesmas. Capricho e Backstreet Boys (mas só no começo), todos crescemos... e a vida sempre nos separa.
Palavras pra tentar descrever toda nossa relação são inúteis, como já disse antes nesta mesma série e ainda direi mais... só digo que, como todas as outras mulheres que descrevo aqui, a Alessandra foi essencial para delimitar muitas maneiras de como sinto as coisas que sinto hoje em dia.
A vida nos separou, sim, não poderia ser diferente, as distâncias existem, mas ela fica em meu coração, por que minha memória é muito fraca.
Escrito por Sandman às 12h33
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(Parênteses)
"Uma viagem: ao Sul... ao som do Engenheiros"
"Você me faz correr demais os riscos dessa Highway"... e a infinita Highway me levou ao sul do Brasil, à Londrina, pra ser mais exato; vestibular, pra ser mais exato ainda. Uma viagem com certeza inesquecível. Pessoas desconhecidas, mas já tão familiares que parecia que "nos conhecíamos há 12 anos". Uma relação entre eu e a Daiana de (quase) dependência da segurança um do outro e a Patrícia no meio disso tudo, quase sozinha, mas nunca com medo. No final, tudo deu mais que certo, mais do que perfeito. Um primeiro dia estressante eu diria, chegar desanimado em casa da primeira prova é uma das piores coisas que pode acontecer, mas "Eu não vim até aqui pra desistir agora!", sim, nunca eu desistiria tão cedo... e não deixaria que ninguém desistisse. "Pra onde leva essa loucura?", pois é, não sei, mas o que se tornou uma viagem com objetivos não tão claros de repente, não mais que de repente, tornou-se A viagem que eu precisava fazer. Novos objetivos, novos conhecimentos, novos conhecidos; tudo parece se encaixar no que eu imaginava pra mim até dia 15. "Por amor às causas perdidas"... todos pensamos que somos causas perdidas até o momento que nos revelamos mais do que imaginamos que somos... "somos quem podemos ser", podemos ser tudo. O que eu quero é difícil, sim, mas quem não corre atrás com o ardor necessário, nunca descobre se aquilo realmente poderia acontecer... eu quero estudar de graça numa faculdade, e isso vai acontecer... pq? pq eu mereço mais que os outros? pq eu sou melhor que alguém? não, pq "somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter"...
e como é chato quando você começa a escrever um post cheio de idéias legais na cabeça e é interrompido exatamente pela pessoa que você quer que te ligue a todo momento do dia... uma retórica amorosa, creio eu...
Escrito por Sandman às 23h29
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"As Mulheres da Minha Vida"
Capítulo Antigo: Natália Daniela
Um capítulo estranho de lembrar, mas o saudosismo é uma característica marcante em mim; talvez eu goste do que é estranho... e dolorido.
Alguém que nem me lembro direito mais como era, mas farei um esforço: a "bonitinha da sala", se é que me entendem; nada mais precisa ser dito. Todos, exatamente, todos os meninos da sala (1ª, 2ª, 3ª e 4ª séries) gostavam dela. Sabem aquela que é a (quase) perfeita de todas as pessoas do universo? Era ela.
Me aproximei dela facilmente (não que fosse minha intenção, mas eu sempre tive esse dom de me aproximar de mulheres facilmente) e logo nos tornamos muito amigos. Na 4ª série nós andávamos muito juntos... eu, pra variar, gostava dela. Mas ela foi muito mais importante do que apenas um "gostar" de escola.
Eu me lembro quase que sem vergonha nenhuma que, na época, eu proferia aos sete ventos (pra mim mesmo) que aquilo era amor e que eu sabia exatamente o que era amor... mudei, graças aos céus. Não nego que o que senti foi intenso e importante no meu "desenvolvimento emocional", pelo contrário, foi a base da maneira que sinto tudo hoje. Amigos, o pior de tudo, confidente e sofredor.
Tenho, até hoje, uma impressão mal resolvida de que ela gostava de mim també... uma coisa incrível, revisando meu histórico romântico. Ela sempre me dizia que gostava de um menino da nossa sala, mas sempre sentava ao meu lado nas aulas... e vice-versa... mais versa do que vice, no caso.
A vida, pra variar, nos separou: eu mudei de escola, ela mudou de cidade e depois de país, eu, com o tempo, esqueci, mas não esquecemos sempre?
Um capítulo antigo, mas muito importante, que escrever sobre ele já se torna uma injustiça; o que eu senti foi marcante e inesquecível, mas a intensidade nunca é sempre a mesma.
P.S.: Estou em Londrina, fazendo vestibular... talvez notícias boas em breve, quem sabe?
Escrito por Sandman às 22h44
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