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"Tenho ouvido muitos discos, conversado com pessoas...
Escrito poemas tortos, tentando encontrar, talvez, a cura prum mal que não existe, mas que reinvento a cada torpe frase.
Homens correndo em direção a paredes, quem sabe um quadro, hum, talvez esse já tenha sido feito, vou continuar com minhas linhas imaginárias que nunca se cruzam ou entrelaçam...
ué!?, mas isso quer dizer que são linhas retas!? sim, e linhas retas não tem fim, certo? certo, então meu cérebro é infinito!? opa, será que é mesmo?
O que eu sei é que ele nunca pára.
Sobre o que eu estava falando mesmo!?"
Diego Filipe Araujo Alcântara
Sabem, às vezes basta que o teclado esteja aí... e vc não...
Escrito por Sandman às 22h59
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Noturno (viagem à si próprio)
"A noite é longa (tanto quanto os dias) e eu sigo uma trilha perdida por dentro de mim mesmo.
As paisagens que olho são conhecidas, velhas conhecidas, mas cada vez mais reveladoras; queria eu poder olha-las com tanta clareza todos dos dias de minha vida.
De repente, não mais que isso, chega a um bosque de mata fechada e árvores altas que escondem copas floridas; é aqui que me torno menos comum a mim mesmo.
Vejo sombras se escondendo por entre os largos troncos e rostos esculpidos nas cascas feridas das grandes árvores; eu sei quem são, só não reconheço o porque de estarem ali.
Olho pra cima e tento o ver o céu, céu de mim mesmo, topo de eu próprio, mas as flores (irreconhecíveis) me impedem a visão; pelo menos ainda há flores em mim... e antes eu só via flores em você.
Talvez seja por isso minha visita ao bosque hoje: me revelar que as flores estão em mim, o que mudam, são os insetos que as vem polinizar."
Diego Filipe Araujo Alcântara
Dedicado, humildemente, à Mário Quintana.
Escrito por Sandman às 00h01
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Quando nos questionamos se as coisas realmente valeram a pena.
Hoje chegou uma conta telefônica aqui em casa; normal, ok? não, nessa conta vieram todos os sentimentos do mês de Janeiro. "No começo tudo são flores", eu acho, e comigo não poderia ser diferente (por que seria? eu gosto tanto quando tudo dá certo) e eu realmente tentava me enganar que eu não conseguiria me enganar de que tudo valeria a pena; bem, eu simplesmente não pensei nisso. Mas o que fazer quando uma conta telefônica com uma ligação de R$26,00 chega na sua casa, uma ligação pra'quela pessoa? Primeiro, se culpar, pois não é você exatamente quem pagará a conta (é, será meu pai, e isso vai dar rolo) e segundo, e pior, creio eu, a sensação de "será que valeu a pena? será que esses 26 reais valeram a pena (não pelo dinheiro, mas pelo que vem personificado no valor da ligação)?". É um questionamento sem resposta certa, ou errada, ou qualquer tipo de resposta que se possa dar. Beijos nas rodoviárias, na escada, na porta da casa dos outros e um final brusco e dolorido... e valeu a pena? Quem tiver a chave desse segredo que, por favor, me dê. Uma ligação feita quando tudo se encaminhava diretamente pro fundo do poço... e valeu a pena? Quanto eu cresci ou deixei de crescer com tudo isso? Quanto nós evoluímos com as decepções? Sinceramente, ser um feliz amando, pra mim, é muito mais importante do que ser um sofredor com talento... e o quanto isso vale a pena?
Escrito por Sandman às 22h15
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Essa poesia do Carlos Drummond de Andrade eu não conhecia (até há algumas horas atrás) e quando li até me arrepiei... tenho que tomar mais cuidado ao ler C.D.A...
Volta
Ouço-te ainda a voz, ouço o pigarro, ouço teu riso aberto e os dentes todos parecendo teclados, qual disseste.
Os discos que gravaste estão comigo e quando chove ou quando sorvo o triste vazio dos amigos que se foram,
neles te reconstruo e logo sinto essa presença em gestos e palavras, esses óculos míopes, e mais ainda a poesia que faz de ti um mito.
Carlos Drummond de Andrade
Escrito por Sandman às 03h36
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Um Dia Perfeito
"Olá, eu estava te esperando (tanto); (um beijo!? tudo parece estar bem). Sua 'carruagem' está logo ali, bem vinda ao meu mundo!
Minha antiga escola!? Claro, vamos lá (vamos onde você quiser ir)!
Essa é minha casa; (é onde fico pensando em você) entre, me descubra inteiro!
Eu te escrevi um poema, quer ver? (nem sei se devo mostrar) O que você achou? (seu beijo é muito bom, já sei a resposta).
POr que você precisa ir tão cedo? (por favor, demorou pra você vir, fique comigo) O quê!? vai ficar mais? (será que se eu pular ela me achará louco?).
Estes são meus pais, sou um pouco de cada mais o que a vida fez de mim (que risada gostosa você tem quando conversa).
Estes são meus amigos, (eles não estão prontos pra mim) são as pessoas em quem confio.
É aqui que nos despedimos, (mas enquanto isso fique abraçada comigo) quem quiser que descubra nosso segredo.
Aquele é seu ônibus, é hora da despedia; (minha vida é um grande déja vú).
O beijo, um beijo (há, se eu soubesse que era o último); seu beijo é o melhor do mundo.
Um último olhar de despedida.
Não que isso deva ser um poema, não que não deva, eu só preciso escrever, e talvez, sentir para sempre a sensação de um dia perfeito (com você)."
Diego Filipe Araujo Alcântara
Escrito por Sandman às 14h40
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Ode à procura de si mesmo
"Eu não pertenço a este lugar, eu não sou nem um pouco daqui. O meu mundo vive às voltas com a música num salão de danças iamginário; beira à loucura do dia-a-dia, gira (hoje) em função de uma pessoa de outras terras.
Essa letargia, essa falta de vontade, esse ser pusilânime que olhas as costas da vida, é apenas uma sombra mal projetada numa parede inexistente; o que é real é a confusão de sentimentos... o que é real é a foto que eu guardarei quando chegar
Minha atenção dispersa, meu olhar perdido. As letras de repente viram estrelas: "eu apenas vou traçando seu nome com as estrelas". Apenas vou traçando o nome da vida numa poesia em partes.
A Matemática não me soa mais coerente, cada paralelo, para mim, é um dilema, um dilema de retas que se amam, mas nunca se cruzam...
Aquele foi um abraço que durou pouco, apenas o necessário para me fazer sofrer a dor mais terrível que já senti, uma dor sem dor, uma dor conformada, uma dor que fez eu me enganar, sem estar realmente me enganando.
A busca por si mesmo é grande demais, menor que o céu (o céu é muito grande), mas tão profunda quanto o mar. Ela está nos grandes feitos... (nas grandes vergonhas)... nos mínimos detalhes... (nos olhares de paixão)... ... eu estou começando a me encontrar hoje.
Sinto uma vonta de quebrar a ordem, de ralhar com o previsto e maldizer o imprevisto. Sinto uma sede de raiva, uma sede de uma vitória que eu queira; o que estou fazendo aqui? Eu sei exatamente o que estou fazendo aqui!"
Diego Filipe Araujo Alcântara
Escrito por Sandman às 14h56
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