Blogalizando
   Poeminha sobre duas pessoas que eu conheci na minha infância e que reapareceram do nada agora...

"Cinco dias e umas noites em vão...
Mas as canções estão feitas
e sopram com o vento
pelos cantos, ecos,
rotos, chatos, bobos, tontos, feios
'vingança!'
de minha mente pobre.

Já que a vida está feita,
já que o mundo sorri enquanto podemos tudo
(queremos muito)
vamos montar um clubinho
e fazer pessoas verem
que em nós, de normal não há nem um perdão
nem uma vergonhazinhazica que seja
pra tornar as coisas verdades possíveis imagináveis
paupáveis sentíveis e risáveis...

E por que nós dois não...
bem não... então...
o que nós dois faríamos?
Se de tudo a infância dita as regras
da conduta, do trabalho de Geografia
e da paixão secretinha...
guardada com carinho
lá bem onde fica a mentira
que eu queria, ha como eu queria, verdade.

Se antes de crescer eu mudar
mudar mudar mudar mover
tudo que é posto, tudo fosco
aos olhos de quem nasce torto,
que eu leve vocês comigo,
menininhas;
vocês cresceram, eu sou o Diego
e não sei se mudo,
mas fico mudo,
ao olhar os olhos verdes
e a mente brilhante;

e, se amo,
se me engano(ava)
não choro, agora,
pois, antes de tudo terminado
estrarei de novo ao vosso lado
mesmo que para isso
tenha que mudar de novo
e de sorrir e ver o brilho, tardio,
da estrela que iluminava nosso recreio."

Diego Filipe Araujo Alcântara



 Escrito por Sandman às 22h48
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   Hipergrafia...

Ir ou não ir? Eis a questão... Ainda mais se perto houver uma mulher, mais bela que a própria a lua, mas não tão bonita assim... aff, como somos bobos quando estamos apaixonados(!?)... Na verdade, na verdade mesmo eu só queria um Capuccino agora... Pensando melhor, comi demais, esquece o Capuccin, Garçom! A conta, por favor... Vou tomar uma Pepsi, industrializada como minha mente industrializada... E romântica, como a sociedade quis... "Bom garoto, bom garoto!"... "Vendo minha mente, quanto você paga por ela, blablablá blablablá blablablá" e ainda tenho de ler umas dessas ainda... Êita mundo velho sem poteira nem cerca elétrica que impeça as outras pessoas de saírem da barriga de suas mães... E eu só tenho "por quês?"... Mas... Por quê?... Ops, me peguei, de novo... Estou aqui e daí? E se estivesse lá e daí? E as pessoas que conheci? São todas os borrões de tinta de algo que elas sempre quiseram ser e, afinal, sempre foram, mas nunca foram entende? Ces't la vie, como diria uma amigo imaginário francês chamado Jacques que tenho... "Apesar de tudo que fizemos ainda somos os mesmo e vivemos como nossos pais"... Hein!? Sei não hein... Mas que musicão... "Amanhã, outra vez... Amanhã, outra vez... Amanhã" - Kid Abelha - uma das frases mais coerentes da música brasileira... "Sabe, no fundo eu sou um sentimental... mesmo quando minhas mãos estão ocupadas em esganar, torturar... meu coração, sinceramente, chora!" - dessa eu nem preciso falar, é bem por aí que a coisa vai mesmo... E... E... Peraí que tá chegando mais aqui... Ha, quer saber... se eu tiver mais algo a ser escrito eu volto aqui depois e ai de quem tentar me impedir... Minha espada brandirá mais uma vez pela liberdade e justiça e verdade e direito de dizer "Eu sou quem as pessoas querem que eu seja" de todos!!! Super bjo praqueles que eu gosto, se é que tais pessoas existem mesmo...

 Escrito por Sandman às 21h44
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Minha Casa

"A brisa sopra, tímida, lá fora
e eu me pergunto "onde estou?",
minha casa?
Minha casa é onde estou.

O céu azul como há dias não se via
e a música tocando suave ao meu coração
e eu me pergunto, ainda, "onde estou?"
e muitas respostas me vêm à mente.

As vidas lá fora correm,
como eu também já aprendi a correr,
muitas sem propósito,
e eu me pergunto: "há propósito para a vida?"

A minha rua... o meu céu...
a minha música... a minha vida...
Minha casa é, afinal,
onde teus braços me abrigarem
quando esta lágrima chegar..."

Diego Filipe Araujo Alcântara



 Escrito por Sandman às 13h27
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Há tempos não faço isso, mas, hoje, postarei uma letra de música que é, simplesmente (à medida que isso pode ser simples) sublime... ou ainda melhor...

Anna Begins
(Counting Crows)

"My friend assures me, "It´s all or nothing."
But I am not worried
And I am not overly concerned
My friend implores me, "For one time only,
make an exception." And I am not worried
Wrap her up in a package of lies
Send her off to a coconut island
And I am not worried and I am not overly concerned
with the status of my emotions
"Oh," she says, "you´re changing."
But we´re always changing

It does not bother me to say this isn´t love
Because if you don´t want to talk about it then it isn´t love
And I guess I´m going to have to live with that
But I´m sure there´s something in a shade of grey,
Something in between,
And I can always change my name
If that´s what you mean

My friend assures me, "It´s all or nothing."
But I am not really worried I am not overly concerned
You try to tell yourself the things you try to tell yourself
To make yourself forget I am not worried
"If it´s love," she said, "then we´re going to have to think about the consequences."
She can´t stop shaking
I can´t stop touching her and...
This time when kindness falls like rain
It washes her away and Anna begins to change her mind
"These seconds when I´m shaking leave me shuddering for days," she says
And I´m not ready for this sort of thing

But I´m not going to break and I´m not going to worry about it anymore
I´m not going to bend, and I´m not going to break and I´m not going to worry about it anymore
It seems like I should say, "As long as this is love..."
But it´s not all that easy so maybe I should
Snap her up in a butterfly net Pin her down on a photograph album
I am not worried I´ve done this sort of thing before
But then I start to think about the consequences
Because I don´t get no sleep in a quiet room and...

The time when k indness falls like rain
It washes me away and Anna begin s to change my mind
And everytime she sneezes I believe it´s love and
Oh lord, I´m not ready for this sort of thing

She´s talking in her sleep
It´s keeping me awake and Anna begins to toss and turn
And every word is nonsense but I understand and
Oh lord, I´m not ready for this sort of thing

Her kindness bangs a gong
It´s moving me along and Anna begins to fade away
It´s chasing me away
She disappears and
Oh lord, I´m not ready for this sort of thing"

É, a verdade é assim... vem quando se menos espera... nunca se está preparado pra ela... e Counting Crows é legal pra CARALHO!!!



 Escrito por Sandman às 00h04
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   Não importa o quanto eu escreva... as mesmas coisas estão sempre por escrever...

(Me) Escrever

"Eu quero escrever
te descrever
me sobrescrever
me escrever em você.

Me desenhar em cada linha sua
te amar à cada birra sua
te despir a cada risada sua.

Me misturar aos tons
que saem, vaporosos,
do seu coração

e me prever
nas linhas de sua dor.

Quero um minuto inteiro
para cheirar inteira a flor
de sua forma inteira,
Mulher.

Quero ocupar os espaços
e escrever poesias

enquanto percorro as linhas
da estrada (que eu te chamo)
Amor."

--- x ---

"A tua imagem (minha)

O meu mundo (você)

As minhas verdades (sentimentos)

As minhas mentiras (palavras)

Minha inteligência (leviana)

Minha história (incompleta)

Hoje eu acordei...

Por que você não estava ao meu lado (minha vida)?"

Diego Filipe Araujo Alcântara



 Escrito por Sandman às 22h32
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   Aos Poetas (que são todos)...

"Não sei de palavras bonitas,
(o que é beleza senão olhos que olham certo?)
minha poesia faço com minha 'alma'.

Ora, não sintam as coisas como adultos,
senhores(as),
olhem para tudo com os olhos
e escrevem, não em atas,
mas em rosas
o que acham da vida.

Eu, de poeta,
tenho o fígado
e tudo o que sobra de mim
se retirá-lo

você, nobre homem/mulher
tem a vida
e a poesia
por que não a escreve logo?"



 Escrito por Sandman às 23h32
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Enfim, hoje não tem poema meu porque... porque... bem, sei lá porque, mas sem desespero... Ferreira Gullar ao resgate, já!!!

Um Sorriso

"Quando
com minhas mãos de labareda
te acendo e em rosa
            embaixo
            te espetalas

quando
       com a minha acesa antorcha e cego
penetro a noite de tua flor que exala
urina
e mel
     que busco eu com toda essa assassina
fúria de macho?
                que busco eu
        em fogo
  aqui embaixo?
  senão colher com a repentina
  mão do delírio
  uma outra flor: a do sorriso
  que no alto o teu rosto ilumina?"

Ferreira Gullar



 Escrito por Sandman às 00h06
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   Beijo de Olhos Abertos

"E eis que o momento do beijo se aproxima,
porém,
se fecho os olhos
sou apenas eu de novo.

Os olhos são as janelas da alma
e, se os fecho,
o que me resta além
de um quarto escuro?

As mãos estendidas à frente
do corpo, buscando a alma o nada,
buscando a corda
que me leve pra fora
de tudo que sou eu
de tudo que não quero ser
de tudo que odeio ter.

Eu abro os olhos,
meu quarto se ilumina;
seus olhos são meu porto,
não estou mais sozinho;

Eu quero te beijar de olhos abertos."

Diego Filipe Araujo Alcântara

Tem dias que os dias são tão estranhos que a poesia já não parece relevante, como ela foi conebida... Há noites que as surpresas são mil, e duas, tantas que nem sei contar com os dedos da mão, quiçá com o coração... Se amor existe, se eu sei o que é, por que me engano toda vez que penso que acabou?



 Escrito por Sandman às 22h17
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BRASIL, Sul, LONDRINA, CENTRO, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Música, Viver


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