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Momento (depois da partida, quando a poesia diz tudo)
"Tempestade!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Calmaria... Chuva de verão;
DESEJO
Se quer vir, vem! E veio... como nunca... como eu sempre quis...
Veio uma vez... Já foi embora... E o sol já nasceu... E eu já estou sentindo... Que nada será como antes...
Pois provei a flor do teu desejo... Pois nasci pra dor que é tocar... Pois beijei o quanto eu poderia... Pois amei carnalmente como queria...
Não importa o final... Se ele existiu... ou não... O que é o final... Se o final já estava determinado no começo...
Ha! Se eu pudesse explicar...
Eu não quero explicar... Eu quero sentir o cheiro... Que ficou no ar... Que está em mim...
Esse cheiro faz uma estrela nascer em mim...
acabou...
Acorde André! Preciso conversar..."
Diego Filipe Araujo Alcântara
Escrito por Sandman às 14h04
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Sabe quando você escreve uma coisa sentindo um sentimento, mas, antes que você pisque os olhos o tempo voa e tudo muda? Posto um poema escrito antes desse fim de semana... pois agora tudo mudou... mas voltou ao normal... ou não...
Contradição
"Querer estar longe voltar pra estar por perto não ter por medo de perder te ligar só pra saber
de ti de mim algo sobre nós dois
se é que nós dois existe
chorar só por você que nunca é a mesma mas é sempre a mesma mudando de repente
não sei se me entende(o) nem sei se preciso de compreensão ou qualquer outra coisa senão tudo o que em mim já tenho mas não tenho porque não tenho você."
Diego Filipe Araujo Alcântara
Escrito por Sandman às 07h05
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Se quer vir, vem!
"Se quer vir, vem! pois nem a poesia salva mais pois nem o choro chega e nem a noite é tão negra.
Frases frase frases que não retém tudo que se sente nem tudo o que se pode ver está inserido num contexto global total universal de sentimento.
Eu escrevo antes que chegue que é pra não perder nada se vier que é pra esconder agora o que não poderei esconder nunca mais depois de tu chegar.
Final feliz espero de um história que é agora pois se antes nada tínhamos (ou tínhamos tudo) de tudo um pouco agora podemos!"
Diego Filipe Araujo Alcântara
Escrito por Sandman às 00h08
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Mais um da série: "senta e escreve, menino!"
Manhã
É estranho quando a solidão bate assim... depois que você acorda de um sonho bom... mas irreal demais pra vc ficar bem por tê-lo sonhado. Você se lembra do sonho e do quanto queria que ele fosse uma realidade... e do quanto ele está longe de sê-la... e se lembra, por uma série de associações, de um monte de coisas que você já fez pela vida. Você se lembra de pessoas que você gosta tanto e que deixou pra trás... e percebe que gosta mais delas do que pensava... isso sempre acontece, não é!? Ficar sozinho não era tão difícil quando essa solidão era vivida no meu quarto, na minha casa... mas não estou em casa agora!? Essa, por exemplo, é uma discussão que sempre, sempre eu tenho comigo mesmo... e estou longe de escrever um poema que seja um tratado definitivo sobre isso... quem sou eu pra escrever um poema!? As coisas adquirem um peso muito maior quando você descobre que não pode tê-las, não é assim!?, imagine o quanto a felicidade não é pesada... Eu devo confessar que, mesmo agora, neste momento "diferente", olho as fotos de outras épocas e vejo que não gostava mesmo daquela vida... mas a pergunta que me deixa com medo é: "mas eu gosto DESTA vida?" E a resposta que mais tenho medo de obter de mim mesmo é a de que não existe vida pra mim que me faça feliz. Sim, eu já li coisas que me diziam que a felicidade é possível e que cabe à cada um buscar a sua e blablablá... frases desse tipo sempre estão na internet... mas só penso uma coisa: "será que as pessoas que escrevem coisas desse tipo são felizes mesmo ou apenas não entendem a profundidade desse dilema?" Devo dizer que a segunda explicação é, pra mim, a mais plausível... "Acabei de recerber sua carta! Você cada vez mais longe!", é o que me dizem... mas por que isso? quem sabe mais dessa distância do que eu? Quem sabe o que é acordar de manhã e não ter uma foto da sua própria mãe? Quem sabe o que é imaginar que seu pai irá morrer um dia? E você pode não estar lá pra segurar a mão dele nessa hora... Mas tudo bem... a distância é fácil de ser vencida por mensagens de celular... quero ver vencer a distância que separa-me do resto do mundo... Eu não sou mais eu do que ninguém... mas sou o mais eu que eu posso... do que eu suporto... ser... e não vejo muita esperança de salvação pra mim... nem sei se eu prefiro uma "salvação"... Na verdade... eu só queria uma pessoa especial que me fizesse mais alegre e em quem eu pudesse me apoiar numa manhã como essa...
Noite
Eu não quero... e nem posso... ser o apoio psicológico de alguém... uma pessoa não pode querer que eu seja a fortaleza dela... se nem a minha própria se sustenta...
Escrito por Sandman às 02h31
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