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Que Se Chama
"A esperança que me dá e tiras rápida rapidamente sem pressa nenhuma me inunda o peito teus peitos (diria seios) e o resto a coisa toda que se chama momento"
Diego Filipe
Vida em Capítulos
"Quando Deus te desenhou, ele tava namorando!" (Armandinho)
"Não que fosse um cheiro familiar, não que fosse um telefonema esperado, não que o mundo não tenha perdido totalmente o sentido diante do "Alô!?" suave e adocicado que ouviu ao atender o telefone. Precisou deitar, de pé não aguentaria falar aquilo que nunca viria a dizer, mas nunca se sabe, a oportunidade sempre pode surgir, e antes estar deitado, esperando-a, que deixar o telefone cair, o outro lado falando sozinho, quando cair desmaiado pela falta de ar que o momento trará. Não ouvia essa voz há tanto tempo e a há tantos dias a esperava que se enrolava com as palavras que queriam desesperadamente saltar-lhe da garganta e pularem aos beijos na voz do outro lado da linha. Mal sabem as palavras que a tecnologia não permite beijos molhados à distância. Nem a distância, às vezes tão pouca, permite significados tão ternos quanto aqueles ditos com o olhar. Mas as palavras insistiam em não se aquietar e se atropelavam, ansiosas por saírem do aperto do peito e vislumbrarem o rosto daquela que lhes dá os significados (que estão para as palavras como está o lápis para o caderno)... qual não será a decepção dessas pobres orfãs de sentidos ao verem que aquilo é só um telefonema... e um telefonema não aplaca a distância... nem sacia a fome do cochicho ao ouvido..."
Escrito por Sandman às 00h25
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"Na cabeça da criança o tempo já ruiu já foi brinquedo, choro, esperança mais tarde reconstruiu
Já se fez terra, fogo, dança agora é só abril Já se perdeu na madre trança mas hoje vive o adulto ardil"
Diego Filipe
Um Capítulo Depois de Outro
"Tudo bem se não deu certo, eu achei que nos chegamos tão perto; mas agora com certeza eu enxergo que, no fim, eu amei por nós dois!" (Nenhum de Nós)
"A calçada, a cidade, o mundo, nem pareciam os mesmos naquele estranho (solitário) feriado. Vazia a rua ele andava sem pressa, tateando o ar com suas narinas bem abertas, como fazem aqueles que não tiveram a graça de ter os olhos perfeitos com o chão. Tatear o chão que todos pisamos para saber pra onde se está indo... e eu me pergunto, e se estivermos pisando errado? Mas isso ele ignorava, não estava para grandes pensamentos especialmente naquele domingo onde todos dormiam o sono acordado da preguiça. Os passos são eram trôpegos nem raivosos, mas eram leves, desinformados do que se passava além da linha de sua cintura para cima, e firmes, com quem sabe sempre pra onde ir... ledo engano, pés, vocês só sabem do caminho a metade de baixo, mas é a de cima que importa. Se eu disser que ele não podia sentir cada molécula do perfume da morena encantado que havia roubado-lhe completamente a vitalidade há um ano atrás eu estaria mentindo, pois ele sentia tão vivamente que chegava a sentir a alegria da possibilidade de encontrá-la virando a próxima esquina... ela não estava... e não havia decepção, a esperança só se renovava... "Há outras esquinas por aí"... Pela vida... Mas o cheiro nunca estava lá..."
Escrito por Sandman às 00h10
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Porque Você é Bonita
"Eu te quero (inteira) porque eu posso (e você é bonita)
Cada vão do seu corpo Cada sorriso matinal Cada gota de sensualidade Cada verdade na cama
Eu te quero o que não quer dizer que te ame
Mas, nossa, te quero (agora) como nunca quis antes
Corpo Sangue Libido Olhar
Só espero que você não ligue de ser uma peça da decoração da minha casa!"
Diego, machista/sincero(!?), Filipe
Talvez um outro Capítulo
"Tô fumando o cigarro da saudade e a fumaça escrevendo o nome dela... (...) O prazer de quem tem saudade é saudade todo dia" (Cordel do Fogo Encantado)
(...) Há tanto tempo o mar não lhe dizia segredos tão secretos cochichando ao seu ouvido que as primeiras palavras o assustaram... foi um susto passageiro. Logo reconheceu, naquele que secreta infantilmente suas paixões, o mesmo mar amigo de sempre. Eram velhos amigos, conhecidos de longa data, por muito pouco tempo estiveram separados, mas cada dia parecia uma eternidade. O mar lhe contava, segredando-lhe, tudo o que via pelas diversas praias, países, continentes, espaços vazios, que conhecia e que banhava, sempre tímido, de sol à sol, sem nunca cessar. Ele contava para o mar tudo que suas pernas lhe mostravam além da areia clara e fofa. Todas as decepções, medos, verdades e mentiras, tristezas que a vida bípede lhe trazia. O mar lhe consolava, lhe dava notícias da amada e trazia, sempre que podia, um pouquinho do perfume dela para que ele o sentisse e não ficasse tão sozinho... E lá ficavam os dois... Ele e o mar, cada um desejando ser um pouquinho do outro... Depois daquele dia o mar e o homem nunca mais foram os mesmos...
Escrito por Sandman às 22h28
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Poesia Romantiquinha em 5 Linhas (ou Poema - Teste)
"Suas mãos ou seu rosto? Não sei mas os dois (juntos) hoje eram o azul do céu
Se você me pedisse de manhã, assim, sem defesas qualquer coisa (que seja) poema eu escreveria com o dedo na calçada
E Eu? Seu E o Sol? (quando aparecer) é Seu
E a bio-med-fisio? Sei lá O touro-expo-show? (se tem) Não estávamos lá
Qualquer coisa que você me diga (eu explico) e mesmo aquilo que você pense (eu entendo) penso
A sua falta de apego - em excesso [o apego, não a falta] - sua não-vontade (de estar junto)... ... ai, como maltrata ...
E um sorriso que lindo (Ah, entendi!) foi o sol que chegou
A sua noite de ontem e todas as outras eu esqueço mas prometa (não esqueça) quando fizer frio: me liga!
Mas que cara emburrada que ficaste agora não me olha assim (ou te toco) só buscando um sorriso
E essas não quero as últimas as 5 linhas pois você em toda sua infinitude dura sozinha (longe [em mim]) apenas esse tempo da manhã...
... que a tarde me seja leve ... "
Diego, aquele, de manhã!
Um Capítulo
"_ Por que que o mar não se apaixona por uma lagoa? _ Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar!" (Teatro Mágico)
(...) entrou no ônibus raramente vazio e sentiu de pronto o perfume da mulher amada. Seu coração, aos pulos, moveu sua cabeça pra lá e pra cá, olhando para todos os lados, procurando, não pela mulher que imprimira irremediavelmente aquele cheiro no fundo de suas narinas (ele sabia que ela não estaria lá), mas sim procurando a fonte daquele cheiro, olhando para cada rosto talvez pensando que magicamente pudesse ver de onde vinha o cheiro, qual ser exalava, como uma nuvem rósea, aquele cheiro que pertencia à Ela, somente à Ela... e à Ele...
Escrito por Sandman às 00h33
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