Blogalizando
  

"7 Days To Change Your Life"

Quarta:

"

 

 

O beijo que você não me deu

 

 

"

Diego Filipe



 Escrito por Sandman às 12h13
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"7 Days To Change Your Life"

Terça:

"Cadê?

Você?

Quê?                                           EU!

Não?

Aqui?"

Diego Filipe



 Escrito por Sandman às 23h26
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"7 Days To Change Your Life"

Segunda:

"Teu cheiro se unindo
aos bons ares da manhã

e uma vontade louca de realizar

tudo que foi prometido
pode ser realidade

mas Impossível absurdo
você diz

onde foi que eu errei
o que a vida nos deixou faltar?"

Diego Filipe



 Escrito por Sandman às 21h28
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"7 Days To Change Your Life"

Domingo:

"É no tempo de um abraço
que se faz a coincidência

como o vento,
trazida pela brisa,
sopro de vida

serenata sarau e poesia

chegaste
entraste
pediste licença
sem necessidade

Entre pois a casa é sua
nos conhecemos hoje

...amanhã mudarei seu dia!"

Diego Filipe



 Escrito por Sandman às 22h50
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Mote & Glosa 2

Mote:

"Eu quero te comer e ponto:
Foda-se flores e presentes,
Meu pinto entre seus dentes,
Transar, transar e pronto."

Glosa:

"Eu quero te comer o ponto;
Não é difícil entender,
Não preciso inventar um conto:
Basta você se render.

Não quero lhe agradar,
Foda-se flores e presentes,
Tudo que tem de fazer é dar,
Esqueças tudo que não sentes.

Todas as posições,
Meu pinto entre seus dentes,
Tua buceta e cú quentes,
Um misto erótico de sensações.

E se ainda assim não entendeu,
Fique calma que te conto,
Não quero o brilho de um camafeu,
Só transar, transar e pronto!"

Diego Filipe

Mote:

"Minha boca fundo em teus pêlos
Meu pau rijo em tua buceta
Não quero falação pelos cotovelos
Quero que você vire para que eu meta!"

Glosa:

"Minha boca fundo em teus pêlos,
Sentir do teu sexo o gosto,
Esfregar o pau no teu rosto,
Depois gozar até nos teus cabelos.

Soca, pula, mete com força
Meu pau rijo em tua buceta,
Mete os peitos sem etiqueta,
Arranhe, grite, se contorça.

Mas sem conversinha fiada,
Não quero falação pelos cotovelos,
Vou te comer segurando os tornozelos
Pra depois te dar uma bela picada.

Depois, como gosta o capeta,
Quando estiver bem fogosa,
Direi, pegando sua bunda gostosa:
Quero que você vire para que eu meta!"

Matheus Filipe



 Escrito por Sandman às 23h42
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Mote & Glosa

Mote:

"De poeta só o osso;
vago sem rumo certo,
de prosa em verso,
respeite minha palavra moço." (por Diego Filipe)

Glosa:

"Nas veias o caldo grosso,
Borbulhando a paixão fugaz,
Sangue aveludado, mas,
De poeta só o osso...

Vago sem rumo certo,
Devagar no incerto vagão,
Em estações sem direção,
No trilho de trem deserto...

Uma tempestade ao inverso,
De baixo para cima caindo,
Da alma aos céus subindo,
De prosa em verso...

Um verso atirado ao poço,
Um pedido, um desejo,
E peço, aproveitando o ensejo:
Respeite minha palavra moço."

Matheus Filipe

Mote:

"Queima a pele o desejo,
Do prazer, o gosto ardente,
Seu sexo cálido e quente:
Mata-me logo esse beijo." (por Matheus Filipe)

Glosa:

"Na ausência tua,
Tiro a sorte num realejo,
Queima a pele o desejo,
Volte pra mim, senhorita lua.

Senti antes e até hoje sinto
Do prazer, o gosto ardente,
Se não te tenho, me minto,
Ou me afogo num copo d'aguardente.

Minha vontade fria,
Seu sexo cálido e quente:
Por toda luz do dia
Por quanto ainda sonharei com a gente?

E se me ajoelho e rogo
É que solução não vejo,
Moça venha logo:
Mata-me logo esse beijo!"

Diego Filipe



 Escrito por Sandman às 23h47
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EGO-NO-CÊNTRICO
(II)

"[...] melhor sozinho, até porque, a solidão é uma velha amiga!" e como não concordar? É o estado que conheço há mais tempo. Sem vitimizações, não é isso, é mesmo uma questão ambiental, ser filho único, coisa e tal. Nos acostumamos à nossa solidão. Acho que alguém muito sábio já disse que nos apegamos à nossa solidão. Monstros, fantasmas, um escuro que dá medo, um medo que apaixona. Uma forma de proteção: nos isolarmos em tudo que há de nós em nós mesmos. E sem digressões filosóficas, machucamos outros para nos protegermos do toque que eles poderiam nos oferecer. Ninguém toca minha solidão. Minha perfeição estática. Não importa o que você queria, importa como eu quero. Importa o quanto eu quero de você. Mas a solidão de verdade é difícil de ser alcançada; estranho, a desejamos tanto. Quando a conhecemos, algo de vazio se faz presente, algo intocável, incontrolável... Algo que não pode ser negado. Conheci um duplo, meu duplo; e pensei mesmo isso. Mas o que conheci foi algo além de mim, um outro sem outros, feitos de Outros. Muito bem feita. Como somos apaixonantes à nós mesmo, refletidos em outros. Como a queremos. Como somos monstruosos olhando de perto. Minha solidão perfeita, nunca mais. "Vontade de ser sozinho, mas por uma causação..." - a perfeição de todas as coisas, de TODAS AS PESSOAS!



 Escrito por Sandman às 14h27
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EGOCÊNTRICA
(I)

E por que não dizer: ela fascina? Por que não sonhar? Pergunto, perguntamos, colamos os dedos na pele, a espera por um real intangível, inalcançável. Ela é incrível. Desejo. Ser escravo de um desejo, submissão, submeter-se ao que outro deseja-de-ti. Essas pessoas "Super-Eu" fascinam, dominam, sem querer, querendo, Querendo! Absorvendo e cuspindo outras vidas, como quem não sabe o que faz, sabendo exatamente, se escondendo do real doloroso, o que me machuca, o que machuca os que estão à beira de loucura, alucinados pelo perigo de serem cuspidos. Ela é angustiante. Sedosamente ideal, não perfeita, não gostável, o que seria louvável: ela é endeusável. Sempre fingindo que não é com ela, que não é o mundo, é ela. Sempre. Sempre. Sempre. O imperativo do seu sempre. A submissão do meu agora. Natureza em carne, que dispensa palavra, deseja a palavra, natureza que não pergunta, atropela, pensando que respeita. Realidade intangível que não responde perguntas. E eu me afundo em dúvidas. Não queira uma resposta: ela não as tem. Não queria senti-la na pele: é isso que ela tem!



 Escrito por Sandman às 12h14
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Eu te escreveria todos os poemas do mundo

"Em tuas mãos
nas calçadas;
em tua pele
ao longo das ruas

Num muro em frente à tua janela
na mesa de jantar da tua casa;
nas tuas noites
nas risadas acompanhadas em minha cama

Nos ônibus
nos rostos de todas as pessoas;
no quadro-negro
com a minha comida no almoço

Nas cidades
com as casas;
nas estrelas
com os dedos

em tudo
em você

não em minhas lágrimas
num papel
onde você não está(?)"

Diego Filipe

"E eu ainda perco tempo com poemas" (Lílian Maial)



 Escrito por Sandman às 11h19
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Presente de Aniversário

"Se não podes me dar um não
que seja
então

dê-me um sim
simplesmente
assim:

'Te quero também,
da forma como me quer
não importando qual o fim'

e que os anjos digam amém!"

Diego Filipe

"Ah, se eu aguento ouvir outro 'não', quem sabe um 'talvez', ou um 'sim', eu mereço enfim..." ("Paquetá", Los Hermanos)



 Escrito por Sandman às 10h20
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Sonho: o que eu não sonhei!

 

Eu não sei porque, não sei como, não sei onde, nem mesmo sei quando: mas eu ia matar pessoas, era minha única certeza no momento. E passando em frente àquelas 7 estátuas (não que eu as tenha contado, apenas sei que são 7 os que não morrem), conduzido por alguém sem rosto, alguém que não me lembro quem, mesmo que me esforce o máximo possível, vi todas elas ganhando vida, uma à uma. Tudo tinha uma tonalidade marrom clara, como areia, como terra do campinho onde jogava bola com meus amigos na infância. E à medida que as estátuas ganhavam vida, adquiriam um acinzentado quase branco. Começou por ele, pelo Sonho, Sonho dos Perpétuos; ganhou vida e me virou as costas, indo numa direção oposta à minha, uma direção que eu olhava, mas que não conseguia ver muito além de onde sem encontravam prostradas as estátuas. A Morte estava ao seu lado e foi a segunda a ganhar vida e isso não me pareceu absolutamente contraditório. Essa figura sem rosto que me conduzia até onde eu deveria executar minha missão naquele sonho foi me apresentar àquela figura carismática e de sorriso fácil, baixa estatura e uma roupa de bailarina gótica: uma saia preta, leve, parecendo feita de teias de aranha, que balançava vivamente aos ventos noturnos e uma blusinha branca, sem mangas, colada a seu corpo magro. Seu sorriso era cativante e ela parecia disposta a conhecer a todos que lhe fossem apresentados, não importando quem fosse. Gostei dela imediatamente, apertei sua mão, não me lembro se com força ou suavidade, e, sabendo de minha missão, brinquei: “Estou aqui para satisfazer todos os desejos da morte!” e sorri. Estou aqui para satisfazer todos os desejos da morte... Meu sorriso foi prontamente devolvido ainda mais iluminado por aquela garota que encarnava numa figura tão terna tudo que pode ser amedrontador e repulsivo: a não-existência material. “É verdade!”, replicou ela gracejando. Uma festa se configurava atrás de nós e todas as estátuas gradualmente ganhavam vida. Haviam mais pessoas que estavam ali sem propósito, apenas apreciando uma festa que se armou e começou num piscar daqueles olhos grandes e amáveis da donzela Morte. Meu condutor onírico me guiava pela multidão em direção aos outros irmãos daquela que eu acabara de conhecer e me apresentava à eles.Não me recordo de ter conhecido todos, não me recordo da presença de todos, mas me recordo claramente do momento que conheci Desejo. Ele se achegou a mim, ou melhor, meu guia me levou até ele, uma figura que demonstrava estar totalmente amedrontado com minha presença, me encarando com seus olhos enormes, totalmente desproporcionais. Desejo dos Perpétuos, aquele que pode causar a ruína de uma humanidade à seu bel prazer me olhou com medo, me olhou apavorado, pegou em minha mão com uma suavidade não intencional e apenas balbuciou algo que interpretei como um “Muito prazer...”, mas que poderia ser qualquer outra coisa, uma língua desconhecida que só ele falasse, que se falasse apenas por quem usa a linguagem do desejo. Suas roupas eram indefiníveis, mas me soavam como roupas vitorianas de um jovem cavalheiro galanteador, alguém pronto a maltratar corações... tanto femininos quanto masculinos... mas que me olhou com medo, que não se dignou a me dar importância. A sensação que me percorria era a total ausência de sensações. Um único pensamento me veio à cabeça naquele encontro: “Eu não consigo desejar. Por que eu não desejo estando em frente ao próprio Desejo?”. E eu não desejei, não desejei o Desejo, nem Desejo me desejou, nem eu vim a desejar carnalmente nada que aparecesse naquele sonho. Apenas Sonho. Era hora de conhecer outros personagens da Família. E o próximo, ou próxima, que me foi apresentado foi uma garotinha, marrom, como as estátuas, em seu vestido estilo tubinho e puxando um cachorro por uma cordinha maleável demais para ser real. Ela sorriu um sorriso tímido quando apertei-lhe a mão e, quando perguntei algo que nem eu mesmo reconheci, já que foi minha vez de falar uma língua que era impossível de ser compreendida, não pude entender, tampouco, sua resposta. Só sei que não respondia minha pergunta diretamente, tampouco indiretamente, apenas eram palavras que continham borboletas. E como uma borboleta a garotinha se desvencilhou de mim e saiu a saltitar por entre as pessoas que conversavam em grupinhos na estranha festa.

 Escrito por Sandman às 11h05
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Instintivamente me dirigi a outra figura que eu sabia que tinha que conhecer. Ela estava parada, tinha aquele tom amarronzado e vestia um vestido parecido com o de sua irmão. O vestido era marcante, também marrom e também num estilo tubinho. Ela residia num silêncio inquebravel. Uma garotinha quieta no final da festa. Fui até ela e sabia que não iria cumprimenta-la como cumprimentei os outros. Me perguntei quem seria ela, já que eu já tinha conhecido todas as mulheres da família, exceto uma, exceto aquela que não faz questão de ser conhecida, pois todos um dia a conhecem. Porém, ela não poderia ser esta irmã. Era uma menina, era angelical em seu silêncio, não era um silêncio sepulcral que precede todo ato de Desespero. Quando cheguei perto da garotinha uma idéia me veio à mente, absurda talvez, sabendo de toda a história que a envolvia, mas foi tão marcante que se tornou uma verdade naquele mesmo momento: aquela era Deleite, a irmã que havia se transformado, a que devia estar borboleteando pela festa com outro nome. Eu não posso explicar como eu sabia que ela era Deleite, não posso nem dizer se era mesmo, mas eu sabia e, ao tomar suas duas mãos entre as minhas, guiado por um conselho dentro de minha mente, vira-las com as palmas para baixo, me surpreendi ao ver em seu dedo médio, de uma ou de ambas as mãos, o anel que caracteriza aquela conhecida como Desespero dos Perpétuos. O anel com um anzol. Seria mesmo Deleite ou Desespero numa forma menos assustadora? O desespero pode assumir variadas formas. Eu sabia a resposta, aquela não era Desespero, não podia ser. Uma conclusão se afigurou assustadora: Deleite é irmã de Desespero. As duas estão ligadas pelo anel, o anel com um anzol que fisga, em algum momento de sua vida, seu coração, sua alma, sua própria vida. Deleite ou Desespero. Talvez as duas, em algum ponto de sua vida. Mas faltava um irmão a ser conhecido. Faltava aquele que é meu álter-ego em tantas situações. Eu não havia conhecido todos os irmãos da Família, mas Esse em especial, me fazia falta. “Onde está o Sonho? Eu não o conheci ainda!”, disse aflito a meu guia, “Eu quero conhecer o Sonho”. Não havia conhecido Destruição dos Perpétuos; no meu sonho, não houve Destruição. Não havia conhecido Desespero, sabia qual era sua imagem e ela se apresentou em minha mente em alguns momentos, mas nunca se fez presente naquele algo semelhante à carne que lhe é comum. Não conheci Destino dos Perpétuos, mas mesmo isso não me casou angústia, afinal, quem pode saber de Destino? O Destino tem que estar onde Destino sempre está, irreconhecível e misterioso. Porém, Sonho... eu me ressentia por não tê-lo encontrado, o que ele teria a me dizer? O que ele poderia me revelar de si mesmo? Mas ele já havia se despedido da festa e, juntamente com sua irmã mais velha, a Morte, talvez tivesse voltado ao estado de estátua, uma estátua sem “vida”, unicamente contemplando aquele caminho que eu seguia em busca de completar minha missão. Isso eu não poderei saber jamais, pois depois disso a festa acabou, outro cenário diferente apareceu e nenhuma sensação anterior ficou. Acordei desiludido e sem ânimo. O que Sonho poderia me mostrar? O que o sonho queria dizer? Outra coisa que jamais saberei, pois, como Ele mesmo diz:


"Quando você sonha, algumas vezes você se lembra. Quando você acorda
você sempre esquece."
(Sonho dos Perpétuos)



 Escrito por Sandman às 11h05
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BRASIL, Sul, LONDRINA, CENTRO, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Música, Viver


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