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Poema Pra Espantar Necessidade (ou A Cura Para Aquela Doença)
"É preciso menos amar para se escrever, muito amor é doença e, doente, não há poeta que conjugue
um verbo, um adjetivo, um abraço sequer.
Dos dois, poema ou poeta, à um apenas pertence a cena: ao outro cabe o esquecimento e o esquecer
e um quinhão do alívio de guardar a paixão na palavra.
Mas se o poeta ama e o faz sem limites, dele a poesia escapa, ela não é assim, não se entrega...
... o poema tem medo da paixão do poeta.
É preciso não precisar, já que o que importa é o querer;
há de bastar a vontade (e não a necessidade) pra fazer brotar o romance
que o poema vem de enfiada, chega junto e bebe da felicidade ingênua
de ser exatamente aquilo que se deve ser quando as coisas vierem a acontecer!"
Diego Filipe
Escrito por Sandman às 01h05
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